Ensino de Sociologia

Licenciatura em Ciências Sociais e Sociologia no Ensino Médio
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Estágio II – 2012

ESTÁGIO II – TEMAS BÁSICOS EM TEORIA SOCIAL E EDUCAÇÃO

Professores Responsáveis

 

Prof. Dr. Carlos A. Bello

Prof. Dr. José Carlos G. Silva

Ementa:

A disciplina terá como eixo organizador o desenvolvimento e execução de ações educativas em escolas do Ensino Médio. Além das atividades diretamente realizadas no campo empírico do Estágio, a disciplina terá atividades presenciais de formação orientada, pesquisa contextualizada e supervisão dos Estágios. Tal percurso será norteado pelo estudo e investigação das dinâmicas sociais, culturais e políticas implicadas na atuação profissional e formação docente; nos modos de produção e difusão de conhecimentos escolares e nas formas de relação professor-aluno em correspondência às teorias pedagógicas. A partir da articulação téorico-prática, a disciplina propõe a organização de grupos de trabalhos para a análise, elaboração e realização de planos de ação nos seguintes momentos: (1) Formação; (2) Pesquisa e diagnóstico; (3) Co-elaboração e discussão coletiva dos projetos; (4) desenvolvimento da proposta; (5) Avaliação; (6) Sistematização e compartilhamento dos conhecimentos produzidos.

Objetivos: (1) Discutir as implicações das teorias sociais contemporâneas no campo da educação. (2) Verificar os impactos desses conjuntos teóricos no âmbito das práticas educacionais no Brasil em diferentes tempos e espaços. Foram selecionadas três correntes teóricas, a saber: Estruturalismo, Teoria Crítica e Estudos Culturais. Temas fundamentais situados no campo das teorias e das práticas educacionais serão cotejados em aula, p. ex: formação de professores, juventude, relações raciais, relações de gênero, inclusão educacional, movimentos sociais, projetos alternativos em educação. Os temas elencados pretendem sensibilizar os alunos para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito da disciplina. Temáticas outras propostas pelos discentes serão avaliadas e poderão ser acolhidas desde que atendam aos objetivos do curso.

 

Conteúdo Programático

I – Instituição Escolar

II- Trabalho Docente

III- Juventude e Educação

IV- Cultura Escolar e Diversidade Cultural

Metodologia de Ensino:

Atividades expositivas; orientação/supervisão do estágio; elaboração de projetos; pesquisa e produção de relatórios.

Atividades

Aulas expositivas;

Orientação de projetos,

Elaboração de projeto de intervenção;

Pesquisa de campo;

Execução de atividade educacional no campo do estágio;

Relatório de Estágio

Avaliação:

– Entrega do Projeto de Intervenção = 50% da nota

– Entrega do Relatório Final = 50% da nota

Freqüência: mínimo 75% das aulas presenciais.

8 aulas expositivas, logo = 2 faltas.

Distribuição das Horas/atividades:

50 horas em sala de aula

85hs (distribuídas entre pesquisa empírica, pesquisa bibliográfica, leitura indicada, preparação do projeto de intervenção e elaboração do relatório final).

Total: 135 horas

Aula 1 – 06/03 – Apresentação do curso

Formação de grupos e escolha de temas de pesquisa

Orientações sobre a elaboração de natureza prático-teórica de um instrumento de intervenção na escola.

 

Aula 2 – 13/03 – Visita às Escolas

Aula 3 – 20/03 – A Escola sob a Lógica do Capital: instituição escolar e reprodução social

BOURDIEU, P. A escola conservadora. In: Escritos de educação. Petrópolis, Vozes, 2003, PP 39-69.

BOURDIEU, P. & PASSERON, Jean-Claude. “Tradição erudita e conservação social”. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis, Vozes, 2010, pp .134-167.

Leitura complementar

FOUCAULT, M. “Os recursos para o bom adestramento”. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 2009 pp. 164-185.

ARÉS, Phelippe. 2. A vida escolástica. In: História social da criança e da família. Rio de Janeiro, Zahar, 1978, pp.165-194.

Aula 4 – 27/03 – Supervisão de Estágio Atendimento individual

Delimitação do tema

Sugestão de bibliografia

Discussão do tema

Delimitação, Justificativa, Metodologia, Etnografia da Escola

Discussão das visitas às escolas, Definição das escolas

Aula 5 – 03/04 – Estudos Culturais: cultura juvenil e cultura escolar, saberes em conflito

WILLIS, Paul. WILLIS, Paul. Aprendendo a ser trabalhador. Escola, resistência e reprodução social. Porto Alegre, Artes Médicas, 1991, pp. 11-72.

BRASIL, Parâmetros Curriculares Ensino Médio

SPOSITO, Marília Pontes. Juventude e escolarização (1980-1998). Brasília, MEC/Inep/Comped, 2002.

Leitura complementar

NELSON, C.; TREICHLER, Paula A.; LAURENCE, G. “Estudos Culturais: uma Introdução, in: Tadeu Silva (org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais na educação. Petrópolis, Vozes, 2009 pp. 7-38.

HALL, Stuart. Da diáspora. Identidades e mediações culturais (parte II – Marcos para os Estudos Culturais). Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2006.

 

Aula 6 – 10/04 – Supervisão – Atendimento individual

Planejamento da intervenção com o professor Supervisor na Escola

Infraestrutura, possibilidades de realização do projeto de intervenção

Datas possíveis para a Intervenção

Infraestrutura, possibilidades de realização do projeto de intervenção

Discussão das leituras indicadas

Identificação do Local de Estágio

Elaboração do Projeto de Intervenção na Escola

 

 

Aula 7 – 17/04 Teoria Crítica e Educação: a educação em uma era de incertezas

APPLE, Michael e CARLSON, Denis. Teoria educacional crítica em tempos de incerteza. In: HYPÓLITO, Alvaro M. e GANDIN, Luis A. Educação em tempos de incerteza. Belo Horizonte, Autêntica, 2003, pp. 11-57

Leitura Complementar

GANDIN, Luis Armando e HYPÓLITO, Álvaro M. Reestruturação educacional como construção social contraditória. In: HYPÓLITO, Alvaro M. e GANDIN, Luis A. Educação em tempos de incerteza. Belo Horizonte, Autêntica, 2003.

HARGREAVES, Andy. O ensino na sociedade do conhecimento. Educação na era da insegurança. Porto Alegre, Artmed, 2004.

Aula 8 – 24/04 – Supervisão – Atendimento individual

– Resultados das visitas às escolas,

– Resultados do planejamento com o professor Supervisor na Escola.

– Planejamento da Intervenção

– Orientação sobre o Projeto de Intervenção

 

Aula 9 – 08/05 – 1ª Supervisão Coletiva

Apresentação e Discussão coletiva dos Projetos de Intervenção

***Entrega do Projeto de Intervenção na Escola

 

Aula 10 – 15/05 – Profissão Professor: trabalho e profissão docente

NÓVOA, António. O processo histórico de profissionalização do professorado, In: NÓVOA, A. (org.) Profissão professor. Porto, Porto Editora, 1999.

ALMEIDA, Maria Isabel. O sindicato como instância formadora dos professores: novas contribuições ao desenvolvimento profissional. FEUSP/São Paulo, 1999.Tese de doutorado

DIRETOR SINCAL DA APEOESP – GUARULHOS – Provável participação

Leitura Complementar

TARDIFF, Maurice. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários. Elementos para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas conseqüências em relação à formação para o magistério. Revista Brasileira de Educação.

NÓVOA, A. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, A. Os professores e sua formação. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1995.

DUBET, François. Quando o sociólogo quer saber o que é ser professor. Revista Brasileira de Educação. Nº 5, Set/Out/Nov/Dez 1997.

 

 

Aula 11 – 22/05 – Supervisão – Atendimento Individual

Atendimento individual

Planejamento da intervenção

Finalização do projeto de intervenção

Orientações metodológicas

Devolução comentada dos projetos de intervenção

Aula 12 – 29/05 – Movimentos sociais e educação

SADER, Eder. Quando novos personagens entram em cena: experiências, falas e lutas dos trabalhadores na grande São Paulo – 1970-1980. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988.

FISCHER, Nilton Bueno. Movimentos sociais e educação: uma reflexão instituinte. In: HYPÓLITO, Álvaro M. e GANDIN, Luis A. Educação em tempos de incerteza. Belo Horizonte, Autêntica, 2003.

Leitura Complementar

SPÓSITO, Marília P. Movimentos sociais, controvérsias conceituais e práticas educativas. Fortaleza, Ed. UFC, 2010.

BAUER, Carlos. Educação terra e liberdade. Princípios educacionais do MST em perspectiva histórica. São Paulo, Ed. Pulsar/Xamã, 2009.

VIANNA, Cláudia Pereira. Crise e perspectiva da ação coletiva docente em São Paulo. São Paulo Xamã, 1999.

Aula 13 – 05/06 – 2ª Supervisão Coletiva

Discussão sobre as intervenções nas escolas

Planejamento das atividades

Organização da ordem de exposição dos Relatórios

Aula 14 – 12/06 – Projetos Educacionais Diferenciados: Negros, Indígenas, Quilombolas.

SILVA, José Carlos G. Cultura afro-brasileira e patrimônios culturais africanos nos currículos escolares: breve memória de lutas por uma educação antirracista. In RODRIGUES, Guimes e PERON, Cristina M. R. (org.) Racismo e educação: contribuição para a implementação da lei 10639/03. Uberlândia, EDUFU, 2011, p. 11-30

SANTANA, Patrícia Maria de Souza. Rompendo as barreiras do silêncio: projetos pedagógicos discutem relações raciais em escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte. In: SILVA, Petronilha B. G. e PINTO, Regina P. (orgs). Negro e educação: presença do negro no sistema educacional brasileiro. São Paulo, Rio de Janeiro, Ação Educativa; ANPED, 2001. p 37-52.

BRASIL, Diretrizes curriculares nacionais para o ensino de Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Brasília, MEC, 2004.

Aula 15 – 19/06 – Apresentação dos Relatórios

Apresentação dos Resultados (exposição oral)

Entrega dos Relatórios

Aula 16 – 26/06 – Encerramento

Avaliação coletiva das atividades

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